Você arriscaria mais do mesmo antigo governo? Com cara nova! Mas a conta, sempre sobra para o povo pernambucano pagar.
- Viviane Araújo

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
João Campos liderando as pesquisas em Pernambuco? Bem... Isso é tratado por muitos como um nome “natural” para governar o estado. Jovem, bem articulado, boa imagem e forte presença nas redes sociais. Mas, longe dos palcos e dos discursos ensaiados, cresce um sentimento que começa a ganhar corpo nas ruas: *Esta liderança é mesmo nova? ou será o velho poder numa embalagem moderninha?

O *sobrenome Campos ainda funciona como senha de acesso ao poder. Abre portas, constrói alianças e garante blindagem política. Mas esse mesmo sobrenome também carrega um peso que não pode mais ser ignorado: a ideia de continuidade automática, de um projeto que nunca sai de cena e que, para muita gente, já cansou.
É o pensamento que se espalha em voz baixa, mas firme:
“Muda o prefeito, muda a idade, muda o discurso… mas o comando é o mesmo.”
Carnaval de excelência, cidade de carências!
Às vésperas de 2026, o Recife já começa a viver o clima do Carnaval. O prefeito fala em festa de excelência, grandiosa, internacional, cheia de atrações e holofotes. A cidade vira vitrine. A propaganda corre solta.
Mas enquanto os palcos sobem, a população desce do ônibus lotado. Enquanto artistas recebem cachês milionários, o trabalhador conta moedas para pagar a conta de luz. Enquanto a festa cresce, os problemas seguem sem trio elétrico para anunciá-los.
Nos últimos anos, o Carnaval do Recife consumiu dezenas de milhões de reais de dinheiro público. Cachês, estruturas, iluminação, propaganda, logística. Tudo pago com recursos que saem do bolso de quem trabalha, paga imposto e espera retorno em serviços básicos.
A pergunta que o povo faz — e que incomoda o poder — é simples:
Por que a excelência chega rápido para a festa, mas demora tanto para chegar na saúde, no transporte e na segurança?
A política do espetáculo
João Campos governa bem a comunicação. Sabe onde estar, o que postar e quando falar. Mas governar não é só comunicar. Governar é escolher. E toda escolha revela prioridade.
Quando um gestor aposta pesado em grandes eventos enquanto serviços básicos seguem precários, a mensagem é clara: o espetáculo vale mais do que o cotidiano do cidadão comum.
A juventude do prefeito não impediu que práticas antigas continuassem firmes: Muito marketing, muito evento, pouca disposição para enfrentar problemas que não rendem curtida nem aplauso.
É aí que nasce a sensação de “Mais do Mesmo”. Não por acaso. Mas por repetição.
Recife real x Recife da propaganda
O Recife que aparece nas redes é colorido, animado e festivo. O Recife real enfrenta buracos, unidades de saúde sobrecarregadas, iluminação falha e transporte caro. Essa distância entre vitrine e realidade é o que mais desgasta a confiança da população.
E esse desgaste não fica restrito à capital. Ele ecoa. Ele se espalha. Ele pesa quando o nome do prefeito começa a ser apresentado como solução para todo o estado.
Pernambuco não é palco. Pernambuco é casa. E casa precisa de prioridade, não só de festa. O dinheiro não é do prefeito!
Esse debate não é contra o Carnaval. É contra a falta de critério. O dinheiro público não pertence ao gestor, nem ao partido, nem ao projeto político. Pertence ao povo.
Cada real gasto em show é um real que deixa de ir para outra urgência. E cabe à população perguntar, cobrar e desconfiar quando a festa vira prioridade permanente.
João Campos lidera hoje. Mas liderança construída só em pesquisa, sobrenome e marketing tem prazo de validade. O eleitor pernambucano já mostrou, mais de uma vez, que sabe reagir quando percebe que está pagando caro demais por um roteiro repetido.
No fim das contas, a questão não é o Carnaval.
*É quem escolhe como o dinheiro é gasto — e quem na verdade paga a conta.
Essa consciência, quando desperta, muda uma eleição.
Rede Vox🔰News by Viviane Araújo
Jornalista DRT 7852/PE*








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