PL em Pernambuco: por que não lançar dois senadores? Inocente quer saber…
- Viviane Araújo

- 12 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
As Redes sociais nos traz algumas surpresas e curiosidades que a liberdade de expressão ainda nos permite criar questões e buscar as respostas seja ela a mais adequada ou absurda.
pois bem ! Circula em comentários nas redes sociais o seguinte texto abaixo:
Obs.
"aqui copiado e colado de forma original"
Se a direita pernambucana anda isolada
— sem alianças, sem coligações e sem espaço para composições com outros partidos
— então a lógica seria simples: o PL deveria lançar dois candidatos ao Senado. Simples assim.
De um lado, Anderson Ferreira, presidente estadual do PL, ex-prefeito de Jaboatão, homem de articulação e com o aval direto do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
Do outro, Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, músico, empresário e nome de confiança do presidente Jair Bolsonaro, que é o presidente de honra do mesmo PL.

Ou seja:
dois nomes fortes, do mesmo partido, do mesmo campo ideológico, com o mesmo público e, principalmente, com a mesma bandeira
— a da direita conservadora.
Mas eis a pergunta que não quer calar: por que não lançar os dois?
Recentemente, um vídeo de apoio a Anderson Ferreira circulou nas redes sociais, postado pelo próprio Anderson e pelo Coronel Meira. Tudo ia bem… até o povo começar a comentar.
E que ironia: depois de cerca de 200 comentários, mais de 190 eram favoráveis a Gilson Machado como candidato ao Senado.
A voz do povo falou
— e como que por milagre digital, os comentários foram travados.
O que será que tanto temem?
A popularidade de Gilson? A reação da base bolsonarista?
ou a simples constatação de que o eleitor de direita já escolheu o seu nome?
A conta é simples:
Se a direita está isolada e o PL não fizer sua própria composição lançando dois candidatos, os votos vão se dividir e acabar elegendo um nome de centro-esquerda — ou até da esquerda total.
Será que o PL em Pernambuco vai cometer essa b... política?
Ou será que existe um “interesse” por trás dessa decisão de não lançar os dois?
O eleitor de direita quer saber.
O inocente quer saber.
Mas, até agora, o silêncio é ensurdecedor.
NOSSO COMENTÁRIO — por Viviane Araújo
Vale considerar que o referido texto acima nos traz uma provocação justa e necessária: por que o PL, caso fique isolado politicamente em Pernambuco, porque não poderia lança dois candidatos ao Senado? Bem... esta pergunta sugestiva, porém, abre espaço para uma reflexão ainda mais ampla e talvez um tanto incômoda.
O nome de Gilson Machado não é apenas um nome forte dentro da direita pernambucana; ele é indiscutivelmente a indicação direta do Pres. Jair Bolsonaro. sendo assim seria um ponto bastante sensível ao eleitorado da direita bolsonarista do Estado.
A ausência física e política de Bolsonaro, hoje privado de liberdade, cria um vácuo de autoridade dentro do PL. Esse vácuo inevitavelmente abre espaço para disputas internas, rearranjos de poder e até situações favoráveis a movimentos que talvez não possam refletir a vontade real do ex-presidente se ele estivesse em plena atuação.
Em outras palavras, a resistência ao nome de Gilson Machado pode não ser apenas uma questão de estratégia eleitoral — pode ser também o resultado de um partido tentando se reposicionar diante da ausência do seu principal líder.
O PL, sem Bolsonaro no comando ativo, parece hesitar entre seguir sua influência simbólica ou atender a interesses das lideranças locais e porque não dizer até que pessoais, circunstancia que se fortalecem justamente pela sua ausência do ex-Presidente.
Mas, se Jair Bolsonaro estivesse em liberdade?
Acreditamos que a correlação de forças sem dúvidas seria outra.
É provável que o PL pernambucano estivesse alinhado integralmente aos desejos políticos do ex-presidente, e o nome de Gilson Machado seria, naturalmente um consenso.
Mas, sem esta liderança de forma direta, o partido PL corre o riscos de cometer equívocos, possivelmente se perdendo em vaidades e cálculos rasos, desperdiçando um capital político de votos expressivos entre os eleitores da direita Pernambucana.
Resta saber se as lideranças do PL estarão dispostas a ouvir o clamor das vozes que vem exaltando o legado de Bolsonaro nas bases conservadoras — ou se continuará ignorando estes eleitores que, mesmo em silêncio, sabem muito bem quem representa este legado de Bolsonaro em Pernambuco.
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Matéria: Viviane Araújo — Jornalista DRT007852









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