Sob quais motivos o MEC desmobilizou as Escolas Cívico Militares junto às Sec. de Educação Estaduais
- Nil Santos

- 21 de ago. de 2023
- 3 min de leitura
No mês de Julho/2023, o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício aos secretários de Educação. Naquele momento foi iniciado um processo de desmobilização do pessoal das Forças Armadas envolvidos no (PECIM) Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares.

O ofício enviado aos secretários de Educação informou sobre o fim do programa e destacou a necessidade de uma transição cuidadosa para não afetar o dia a dia nas escolas.
O PECIM foi implementado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. O programa contava com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares, que atuavam na gestão escolar e educacional das instituições de ensino.
Durante sua vigência, o programa recebeu muitos elogios, mas também enfrentou críticas dos opositores e denúncias de abusos (esta última de forma suposta por políticos e Militantes da esquerda, de que os militares estivessem praticando nas escolas). O que se sabe é que nada disso foi comprovado, porém, desde que assumiu o governo, a atual equipe liderada pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já vinha estudando uma forma de finalizar o Programa (PECIM) de forma que não houvesse algum prejuízo as unidades escolares envolvidas. Pelo menos esta foi a narrativa divulgada na mídia!

O MEC buscou no oficio ainda garantir a continuidade do ano letivo e das atividades educacionais. A pasta solicitou aos coordenadores regionais do programa e às secretarias que pudessem assegurar uma transição cuidadosa para não comprometer o cotidiano das escolas e os elogiados avanços alcançados pelo programa.
Com o encerramento do PECIM, cada sistema de ensino será responsável por definir estratégias específicas para reintegrar as escolas às redes regulares de ensino.
O MEC informou ainda que colocou em andamento uma regulamentação específica que irá orientar a implementação dessas medidas.

Conforme o MEC, 216 escolas aderiram ao modelo cívico-militar nas cinco regiões do país. O Distrito Federal é uma das unidades federativas que adotaram o programa, mas em nota, a Secretaria de Educação do DF confirmou que acatará a decisão do governo federal e tomará as medidas para viabilizar o fechamento do programa em toda área federal.
Em protestos: Entidades e gestores a favor das escolas cívico-militares afirmam que parte delas vão lutar dentro do possível para manter o modelo mesmo com o atual governo federal encerrando o programa.
“A comunidade não vai aceitar”, disse a diretora da Escola Estadual Cívico-Militar Tancredo de Almeida Neves, Valéria Ramirez Daniel, de Foz do Iguaçu (PR).

O Programa Nacional das Escolas Cívico-Militar (Pecim) foi lançado em setembro de 2019, no primeiro ano do governo do presidente Bolsonaro. Ex-capitão do Exército, Jair Messias Bolsonaro defendeu o ensino militar ao longo de toda sua trajetória política e, durante a campanha presidencial de 2018, prometeu implementar escolas cívico-militares em todo o Brasil.
As escolas ficaram conhecidas por resolverem um dos principais problemas da educação no país nas principais matérias escolares – também a falta de disciplina e respeito aos professores e uma suposta doutrinação ideológica de esquerda praticada em sala de aula nas ultimas décadas. Agora, novamente temos o atual Presidente Lula e seus partidos aliados trabalhando para enterrar mais essa conquista do povo. e voltando as práticas, agora de forma integral, com as filosofias didáticas do mentor Paulo Freire, onde o aluno estuda e "faz o que quiser" seguindo a cartilha do MEC é claro.
Fonte de adaptação e pesquisa : Nil Santos ( RedeVOXNews)









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