Pernambuco pela Anistia: um clamor por justiça, liberdade e humanidade
- Viviane Araújo

- 29 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Neste domingo (26), as areias da Praia de Boa Viagem, no Recife, foram palco do Ato Pernambuco pela Anistia, reunindo apoiadores e transeuntes de várias cidades — e até estrangeiros — em defesa da justiça e da liberdade no Brasil.

Cada placa fincada na areia representava um dos presos do 8 de janeiro, simbolizando o clamor da sociedade por .anistia geral, ampla e irrestrita. Pessoas pararam para observar, conversar e apoiar o movimento, mostrando que o tema desperta atenção de todos os cantos do país.
O advogado João Batista Lucas, presente no ato, destacou:
“O Brasil está vivendo um momento impensado. Pessoas estão sendo condenadas sem o devido processo legal e, em muitos casos, sem sequer haver crime. Isso é inaceitável dentro de um Estado de Direito. Vidas foram destruídas, e o problema, até agora, não se resolve. Que outros estados, deputados e senadores também assumam a responsabilidade de contribuir para a justiça — algo tão necessário neste momento do país.”
O professor Eliabe, representante do Movimento Artigo Um em Jaboatão dos Guararapes, acrescentou:
“Estivemos hoje nas areias da Praia de Boa Viagem para marcar nossa posição diante da falta de liberdade e da insegurança jurídica que o Brasil enfrenta. Cada placa fincada na areia representa um preso do 8 de janeiro — um símbolo do clamor por justiça e anistia. Nós, do Artigo Um, ao lado de outros movimentos, pedimos: marque o seu Deputado Federal e o seu Senador em Brasília! Nosso objetivo é pressionar para que seja pautado imediatamente o projeto de anistia geral, ampla e irrestrita.
Um dia antes do ato, a deputada Bia Kicis destacou a importância de humanizar o tema da anistia, transformando-o em algo concreto para o povo brasileiro:
“A gente precisa mostrar, porque às vezes o tema ‘anistia’ parece muito abstrato e não comove nem mobiliza as pessoas. O que temos que fazer todos os dias é mostrar em vídeos os perseguidos políticos, as vítimas, os presos, os familiares, contar histórias do que está acontecendo com cada um. Essa tem que ser a nossa tática diária. Eu já me proponho a fazer isso, estou falando com os colegas, precisamos agir urgentemente.
“Anistia não é só uma palavra jurídica, não vamos ficar debatendo conceitos.
O que interessa é que o povo brasileiro entenda que são pessoas de carne e osso, como nós, como nossos familiares. Que são perseguidas, presas, torturadas, afastadas dos filhos e dos pais, crianças longe das mães, filhas longe dos pais idosos. O que está acontecendo é cruel, e temos que mostrar isso para sensibilizar o povo.
O brasileiro é um povo de bom coração. Quem ainda não entrou nessa luta, entra com a gente!”
A fala da deputada guiou a organização do ato, que buscou mostrar as vidas materialmente afetadas, os familiares e as consequências das prisões, aproximando o tema da realidade cotidiana das pessoas.
O ato deixou claro que esta luta não é apenas política, mas uma causa de humanidade, justiça e liberdade.
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Matéria e edição _ Viviane Araújo _jornalista / DRT007852








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