De projeto militar a máquina do MST: o caso do INCRA e a polêmica na UFPE
- Viviane Araújo

- 24 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 26 de set. de 2025
O INCRA nasceu em 1970, durante o regime militar, com uma missão estratégica: colonizar terras improdutivas, organizar a ocupação do território e dar oportunidade a quem queria produzir no campo. Era um projeto pensado para impulsionar o desenvolvimento do Brasil e modernizar o setor agrário. Após décadas no tempo integrado a lideranças de governos voltados a esquerda, visivelmente o órgão perdeu o foco inicial.
Hoje, o INCRA se transformou em um instrumento político aparelhado, funcionando como um verdadeiro braço do MST. Essa mudança de rumo levou o instituto a ultrapassar o campo da reforma agrária e se infiltrar em áreas como saúde e educação, sempre com o objetivo de fortalecer a agenda do movimento.

A polêmica na Universidade Federal de Pernambuco
Um dos exemplos mais claros desse desvio de função aconteceu recentemente na UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). A instituição lançou um processo seletivo para a criação de uma turma exclusiva de medicina, voltada apenas para assentados da reforma agrária.
Na prática, o que deveria ser um projeto de inclusão social acabou se transformando em um privilégio direcionado ao MST, custeado com dinheiro público. A medida gerou revolta entre profissionais da área, políticos e a população em geral.
Reações institucionais e políticas
O caso foi tão polêmico que gerou fortes manifestações:
O CREMEPE (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) publicou uma nota oficial contra o processo seletivo.
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco também se posicionou com nota pública de repúdio.
O vereador Medina entrou com uma ação popular contra a UFPE, questionando a legalidade da criação dessa turma e denunciando o favorecimento direto ao MST.
O deputado estadual Alberto Feitosa acionou o ministério público federal e requer providências.
A importância da reação popular
Esse movimento de resistência é fundamental. Se hoje acontece em Pernambuco, amanhã pode se espalhar para todo o Brasil. O que vemos na UFPE pode ser apenas um laboratório, um teste para que, futuramente, o INCRA e as universidades federais de outros estados também passem a disponibilizar vagas exclusivas para filhos de assentados.
Em casos que possa se assemelhar a este , é essencial que movimentos sociais, entidades de classe e a própria população se levantem e venham questionar esse tipo de prática. Se a sociedade ficar omissa, o que começar em uma universidade da federação poderá se tornar uma política comum de forma nacional, ampliando ainda mais o poder do MST dentro da máquina pública.
O INCRA, que nasceu para organizar o país e promover habitação e desenvolvimento agrário, hoje estamos vendo se transformar em ferramenta para dominação ideológica.
O caso da UFPE é apenas mais um exemplo de como a máquina pública do governo vem sendo usada para legalizar investimentos e consolidar o poder de um movimento que nem se quer tem identidade registrada, sai que o MST não tem cnpj.
A luta contra esse tipo de distorção é emergente, porque defender a transparência e a livre concorrência com isonomia no acesso às universidades é defender o futuro do Brasil.
Rede Vox🔰 News
Edição e Postagem _Viviane Araújo







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